Diário de uma mulher,esposa,mãe,dona de casa...enfim...de um ser humano único...rsrsrsrs...
Meu blog também é bauzinho de guardar coisas que acho lindas,interessantes e que vale a pena recordar!
Início do blog:13/04/2009...só felicidade!!!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Gaste o seu dinheiro com você, com seus gostos e caprichos...


Texto de Gustavo Krause.

Dicas para quem já passou dos 60 anos.
A primeira delas: É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar . Use-o para você, não para guardá-lo e não para ser desfrutado por
aqueles que não tem a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente as pessoas que não estão sequer na família: genros, noras, sobrinhos.
Lembre-se que não há nada mais perigoso do que um genro ou uma nora com ideias. Atenção: não é tempo para maravilhosos investimentos, por mais que possam
parecer, eles só trazem problemas e é hora de ter muita paz e tranquilidade. PARE de PREOCUPAR-SE COM A SITUAÇÃO FINANCEIRA dos filhos e netos. Não se sinta
culpado por gastar o seu dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude como uma boa educação. Agora, pois, a
responsabilidade é deles. JÁ NÃO é época de sustentar qualquer pessoa de sua família. Seja um pouco egoísta, mas não usurário. Tenha uma vida saudável, sem
grande esforço físico. Faça ginástica moderada (por exemplo, andar regularmente) e coma bem. SEMPRE compre o melhor e mais bonito. Lembre-se que, neste momento,
um objetivo fundamental é de gastar dinheiro com você, com seus gostos e caprichos e do seu parceiro. Após a morte o dinheiro só gera ódio e ressentimento. NADA
de angustiar-se com pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos. Independente
da idade, sempre mantenha vivo o amor. Ame o seu parceiro, ame a vida, ame o seu próximo … LEMBRE-SE !! “Um homem nunca é velho enquanto se lhe reste a
inteligência e o afeto”. Seja vaidoso. Cabeleireiro frequente, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista, e use perfumes e cremes com moderação. Porque se
agora você não é bonito, é, pelo menos, bem conservado. NADA de SER MUITO MODERNO. É triste e doloroso ver pessoas com penteados e roupas feitas para os jovens.
SEMPRE mantenha-se atualizado. Leia livros e jornais, ouça rádio, assista bons programas na TV, visite Internet, com alguma frequência, envie e responda “e-
mails” use as redes sociais, mas sem estresse ou para criar um vício. Chame os amigos. Respeite a opinião dos JOVENS. Muitos deles estão melhor preparados para
a vida, como nós quando estávamos a sua idade. Nunca use o termo “no meu tempo¨. Seu tempo é agora, não se confunda. Pode lembrar do passado, mas com saudade
moderada e feliz por ter vivido. NÃO caia em tentação de viver com filhos ou netos. Apesar de ocasionalmente ir alguns dias como hóspede, respeite a privacidade
deles, mas especialmente a sua. Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade. E o mais importante, não vai funcionar com qualquer um. Mas sim se
você se reunir com pessoas positivas e alegres, nunca com “velhos amargos”. Mantenha um hobby. Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um
gato, de um cachorro, cuidar de plantas, cartas de baralho, golfe, navegar na Internet, pintura, trabalho voluntário em uma ONG, ou coletar alguma coisa. Faça o
que você gosta e o que seus recursos permitem. ACEITE convites. Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências … Visite museus, vá para o campo …
o importante é sair de casa por um tempo. Mas não fique chateado se ninguém o convidou. Certamente, quando você era jovem também não convidava seus pais para
tudo. Fale pouco e ouça mais. Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre
coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de nada. Fale em um tom baixo, cortês. Não critique qualquer coisa, aceite situações como elas são. Tudo está
passando. Lembre-se que em breve voltará para sua casa e sua rotina. Dores e desconfortos, apresentará sempre. Não os torne mais problemático do que são. Tente
minimizá-los. No final, eles só afetam você e são problemas seus e do seu médico. Lamentações nada conseguem. Permaneça apegado à religião. Mas orando e rezando
o tempo todo como um fanático, não conseguirá nada. Se você é religioso, viva-o intensamente, mas sem ostentação. A boa notícia é que “em breve, poderá fazer
seus pedidos pessoalmente” Ria-se muito, ria-se de tudo. Você é um sortudo, você teve uma vida, uma vida longa, e a morte só será uma nova etapa, uma etapa
incerta, assim como foi incerta toda a sua vida. Não faça caso do que dizem a seu respeito, e menos do que pensam de você. Se alguém lhe diz que agora você não
faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história, boa ou ruim, seja como foi. Agora se trata de uma
jubilação, o mais suave, em paz e feliz possível. E LEMBRE-SE: "A vida é muito curta para beber vinho ruim”

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

15 histórias que nos fizeram rir e chorar em 2016....


"A vida está cheia de acontecimentos maravilhosos, engraçados, comoventes e, às vezes, tristes. É este tipo de relatos que trazemos agora no Incrível.club. São
relatos para inspirar você a fazer algo diferente ou a cometer um enorme ato de bondade neste momento.

À noite, nossa casa pegou fogo. Felizmente, toda minha família e meu cão conseguimos fugir das chamas. De repente, me lembrei que a tartaruga continuava na
casa... Olhei para o cachorro, e ele a segurava com a boca. E foi assim que meu amigo resgatou a pobre tartaruguinha.


Hoje, eu estava numa fila em uma loja. Na minha frente, uma menina de uns 9 anos pediu um chocolate a sua mãe. Depois da alguns "não", a mãe se rendeu e comprou
a guloseima. A menina pegou o chocolate, voltou à fila e entregou o doce a um garoto que estava chorando atrás de mim. A mãe perguntou à menina porque ela havia
dado o chocolate, e a menina respondeu que ouviu a mãe do garoto dizer que estava sem dinheiro por estar desempregada. Quando alguém tem bom coração, isso se
percebe ainda na infância.


Alguns dias atrás, um vovô foi até o salão de beleza onde trabalho. Ele estava vestido seguindo a moda dos anos 70, tão arrumadinho que eu senti até ternura por
ele. Pediu que eu lhe fizesse um cabelo de cabelo bonito e moderno. Fiz o que ele pediu, e conversamos muito durante o corte. Percebi que ele estava muito
arrumado e era muito atraente para sua idade. Além disso, nessa idade, geralmente eles querem cortes “rápidos“ e ”curtos“, não “modernos”.
Ele colocou os óculos e me perguntou: ”Estou bem?“. A garota que estava na cadeira ao lado exclamou: ”Siiim, parece um noivo!“. Todos rimos, e ele, com um ar de
ofensa na voz, respondeu: “Mas é isso o que sou: UM NOIVO”. Um sorriso sem graça surgiu em nossos rostos: sim, ele é um vovozinho jovem de alma, seria ótimo se
todos fossem assim.
Enquanto isso, o velhinho, retocando o cabelo e levantando-se da cadeira, disse: “Hoje celebramos nossas bodas de ouro”.
Fiquei toda arrepiada, amigos.


Há dois anos e meio, minha mãe faleceu. Hoje, minha irmã me enviou uma foto com a frase: “Lembra disto?“. Era a foto de umas luvas que minha mãe estava fazendo
para que combinassem com meu casaco, mas ela não teve tempo de terminar. Ficou um dedo faltando. Minha irmã encontrou lã da mesma cor e terminou de fazer aquele
dedo. Em seguida, me escreveu: ”É para você, uma lembrança da mamãe". Estou no trabalho, e não consigo parar de chorar.


Me chamo Kátia, tenho 25 anos. Meu filho tem 8, e está na segunda série. Ele nasceu quando eu tinha 17 anos, e não tinha a oportunidade de receber uma boa
educação. Atualmente, trabalho como consultora numa loja de roupas e não ganho muito. Meu filho estuda numa escola privada que eu me aperto para pagar, para que
ele tenha uma boa educação. Na escola, deram a ele a tarefa de levar o que mais ama e escrever o texto sobre aquilo. Um aluno levou uma tartaruga; outro, um
cachorro; uma menina levou seu tablet e seu iPhone; e meu filho... me levou. Eu até chorei enquanto lia sua redação. Apesar de eu não poder comprar para meu
filho tudo aquilo que outros pais podem, percebi que ele não me ama por dinheiro. Ontem, realizei um sonho que ele tinha há tempos: adotamos um cachorro. Um
vira-lata, mas fiel e bondoso. Dei a ele também um celular que estava dentro do meu poder aquisitivo.


Quando eu era pequena, um homem de uns 50 anos morava no primeiro andar da nossa casa. Eu achava estranho, porque ele estava sempre de terno e com óculos
escuros, não tinha esposa nem filhos. Nós os chamávamos de Drácula, tocávamos em sua campainha e saíamos correndo. Depois, soube que esse vizinho havia sido um
espião durante toda sua vida. Senti muita pena dele, e lhe dei de presente aquilo que tinha de mais valioso no momento: meu gato. Disse: "Aceite este gatinho,
para não se sentir tão sozinho".


No meu trabalho, a senhora encarregada da limpeza é muito velhinha. E ela trata todo mundo por senhor e senhora. Comentei com minha colega o estranho que me
parecia o fato de, apesar de ter três vezes nossa idade, ela nos chamar de “senhores“. Sua resposta foi impactante: ”Ela apenas conhece seu lugar. Ela cuida da
limpeza, e nós somos funcionários da empresa“. Conversei com a senhora e lhe pedi que me chamasse de “você”. Descobri que ela mora sozinha, tem duas graduações
e é botânica. Trabalha em nossa empresa porque achava todos ”jovens e bonitos“. ”Sou sozinha, não tenho ninguém. Quando eu vejo vocês, alegra meu coração!".
Fiquei sabendo que ela adoraria ter um gato persa branco, mas não tinha dinheiro para comprar. Em seu aniversário, eu e meu marido lhe demos o gato de presente.
A senhora de 78 anos chorou feito criança!


Ontem, minha esposa voltou do trabalho cansada e irritada. Ela gritou comigo por eu não ter lavado a louça e ter deixado uma meia na janela. Parecia que a
discussão era inevitável, mas existe um truque. Enrolei-a num cobertor, dei a ela uma xícara de chá e fui lavar a louça. O importante é fazer isso rápida e
silenciosamente (sem dizer absolutamente nada). Passados dez minutos, ela se acalmou, relaxou e até pediu desculpas por seu comportamento. Este é o grande
segredo para uma relação perfeito. Não entendo a razão de os homens não entenderem isso.


Eu tinha assuntos urgentes a resolver, meu marido demorava a voltar do trabalho e eu precisei pedir ao meu irmão que cuidasse da minha filha de 5 meses. Deixei
pronta a comida e tudo mais que ela pudesse precisar. Uma hora depois, entrei na casa sem fazer barulho para não acordar a bebê. E vi o seguinte: meu irmão de
30 anos e 100 quilos de puro músculo enrolado num cobertor com estampa de tigre, como se fosse uma toga, alimentando a criança. Ele disse que queria se sentir
como a Madonna. Agora tenho motivo para fazer piada com ele pelos próximos 20 anos.


Há alguns dias, saí mais cedo do trabalho. A caminho de casa, pensei: “Quando chegar em casa, minha esposa irá se surpreender! O que ela estará fazendo agora?
Talvez cozinhando, como sempre faz a estas horas“. Chego em casa, entro no corredor e ouço o som de uma brutal voz masculina ”Du hast!“. Enfurecido, entro
correndo no banheiro, abro o box e... vejo minha minha esposa! Sim, ela estava cantando uma versão da música “Du hast!”, da banda alemã Rammstein. Sim, ela
gosta de cantar com essa voz grave enquanto toma banho... vocês não imaginam o tamanho do alívio que senti. Eu a amo!


Minha vizinha tinha um papagaio. Talentoso demais. Em pouco tempo, ele aprendeu a imitar o som da campainha. A coitada da vizinha tinha de abrir a porta umas 20
vezes por dia. Mais adiante, ela ganhou um cachorro de aniversário. E tudo isso acabou, porque quando alguém tocava a campainha de verdade, o cachorro começava
a latir. A vizinha estava muito contente com seu cão. Mas a felicidade não durou muito. Após algumas semanas, o papagaio começou a "tocar a campainha" e latir
em seguida.


Quando eu tinha 5 anos, minha madrinha me levou para ver um espetáculo infantil. Antes do início, compramos flores para dar aos artistas. No fim do espetáculo,
todos os atores saíram do cenário e as crianças começaram a entregar-lhes flores. Todos ganharam flores, menos a Vaca. O homem que a interpretava ficou num
canto, muito triste. Então, eu me aproximei e lhe dei um ramo de flores. Ele se emocionou tanto que me pegou nos braços, me levantou e agradeceu ao público com
as flores! Como se quisesse dizer: vejam, eu também ganhei flores, alguém gostou de mim! Foi minha primeira sensação de alegria por ter feito algo bom.


Meu marido e eu fomos comprar num grande supermercado. Ele precisava de algo específico, então nos separamos para percorrer o local. Passando pelas prateleiras,
eu já havia pego aquilo de que precisava, e de repente, vi meu marido com um carrinho grande, cheio de coisas. Fiquei surpresa. Ao seu lado, estava um velhinho
mal vestido e envergonhado. Meu marido comprou todas aquelas coisas para o senhor, o colocou num táxi e voltou como se nada tivesse acontecido. Depois,
perguntei a ele porque havia demorado tanto nas compras, e ele disse que estava olhando umas ferramentas. Como eu amo o meu mentiroso!


Minha filha e eu estávamos numa fila, em uma loja. Ela tinha 3 anos. Estava com um casaco branco, um gorro fofinho e umas botas de bolinhas. Seus olhos eram
enormes, e ela parecia uma bonequinha. De repente, ouvi um menino de uns 5 anos chorando atrás de mim: "Mamãe, eu quero essa menina! Preciso de uma menina como ela! Não posso viver sem ela!". Sua mãe e eu quase morremos de rir. Isso foi há 16 anos. Bem, as duas crianças se conheceram, cresceram e se casarão este ano.


Conheci um rapaz quando estava numa fila para dar entrada em uns papéis. Ficamos ali umas 5 ou 6 horas, e depois saímos para dar uma volta. Passeamos até o
amanhecer, como se nos conhecêssemos há séculos, conversando sobre todos os assuntos. Chegamos a minha casa às 6 horas da manhã. Ele pediu meu número de
telefone, pegou o celular para anotar, mas estava sem bateria. Não tínhamos papel nem caneta. E não havia ninguém a quem pudéssemos pedir. Foi quando me dei
conta de que não existe um “não posso“, e sim, um ”não quero“. No fim das contas, ele procurou ao nosso redor e encontrou um pedaço de ferro e um carvão jogado
ao chão. Com o carvão, ele escreveu meu número sobre o ferro, colocou-o sobre o ombro e foi para casa, para depois anotar meu telefone em um papel. Depois, ele
comentou comigo que sua mãe ficou sem palavras: seu filho tinha saído de casa para dar entrada em uns documentos, ficou incomunicável por estar com o celular
descarregado e, de repente, volta para casa às 6 horas da manhã, feliz e com um pedaço de ferro, dizendo: “Não encoste nele até amanhã”.


for Incrivel.club
Produzido com base em material de
Historias escuchadas

sábado, 26 de novembro de 2016

NO VENTRE DE UMA MÃE HAVIA DOIS BEBÉS.


Um perguntou ao outro:
"ACREDITAS NA VIDA APÓS O PARTO?"
O outro respondeu: "É claro. Tem de haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos prepararmos para o que virá mais tarde."
Disparate", disse o primeiro. "Que tipo de vida seria essa?"
O segundo disse: "Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós possamos andar com as nossas próprias pernas e comer com as nossas bocas. Talvez
tenhamos outros sentidos que não podemos entender agora."
O primeiro disse: "Isso é um absurdo. O cordão umbilical fornece-nos nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o
parto está fora de cogitação."
O segundo insistiu: "Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez nós não iremos mais precisar deste tubo físico."
O primeiro contestou: "Disparate, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que é que ninguém jamais voltou de lá?"
"Bem, eu não sei", disse o segundo, "mas certamente vamos encontrar a Mãe e ela vai cuidar de nós."
O primeiro respondeu: "Mãe!, acreditas realmente na Mãe? Isso é ridículo. Se a Mãe existe, então, onde ela está agora?"
O segundo disse: "Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir."
Disse o primeiro:" Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe."
Ao que o segundo respondeu: "Às vezes, quando estamos em silêncio, se nos concentrarmos e realmente ouvirmos, poderás perceber a presença dela e ouvir a sua voz
amorosa"


Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus.


CENTRO TERAPÊUTICO OTODO

Dê valor, ao que realmente tem valor!



Presente do amigo querido Aurelio de Matos,pelo facebook...OBRIGADA!!!!!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Roupa nova...


Aproveitei a chuva para dar uma direta para maridão ...na falta que sinto de roupa nova...ksksksksksksksks...

domingo, 13 de novembro de 2016

Ninguém Prepara Os Filhos Para o Envelhecimento dos Pais.


Revista Reviver

Sabem quando a preocupação é tanta que nem conseguimos chorar? Quando o sentimento de impotência se sobrepõe a qualquer lágrima narcisista que naquele momento
nos diz que nada mais importa a não ser a pessoa que temos à nossa frente, naquela cama de hospital? A roupa para passar a ferro pode esperar, o jantar pode
esperar, o Mundo pode esperar.

E à nossa frente encontra-se aquela pessoa de olhos vidrados, sem reacção, numa fugaz memória da mulher forte que uma vez foi. Continua a ser a mesma pessoa,
sem ser a pessoa que era. Qualquer pergunta que fazemos, fazemo-la sem grandes expectativas de obter resposta, apenas para conforto próprio de que estamos de
facto ali. No quarto ao lado ouvem-se os gritos duma qualquer outra mulher desdentada e desesperada, toda ela dores e doenças. Para mim, qualquer outra mulher,
mas para outra pessoa, também ela a razão pela qual nem se consegue chorar de tanta preocupação.

É costume dizer-se que nada nos prepara para sermos pais, que são os filhos que nos ensinam a ser pais. Mas o que não nos ensinam mesmo é a sermos filhos de
pais envelhecidos. Queremos salvá-los deles próprios, impedir que o corpo ceda mais rápido que a cabeça, ou que a cabeça ceda mais rápido que o corpo, mas não
há como.

E o tempo passa a correr. O meu pai já nem parece o mesmo. Também ele não chora de tanta preocupação. A mulher com quem passou a vida toda, a quem prometeu amar
na saúde e na doença, ali está, doente. E ele, a ficar doente, sugado pela doença da mulher que ama, mas que já não reconhece. Quando o amor passa a pura e
constante preocupação torna-se numa forma estranha de amar, e o desespero leva-o a fazer coisas irreconhecíveis. Também ele é a mesma pessoa sem ser a pessoa
que era. Muito mais magro, muito mais pálido, muito mais triste. E nada nos prepara para isso.

No hospital, outras pessoas esperam, umas mais preocupadas, outras mais aliviadas. As ambulâncias vão chegando, uns choram, outros gritam, outros olham o vazio,
e há sempre quem esteja a tentar perceber o que é que se passou com cada um deles. Quem morreu, quem não morreu. Esta é a dinâmica da sala. Não há conversa de
ocasião que se possa fazer, não importa o tempo, a política, futebol ou religião. Importa apenas aquela pessoa que amamos e que queríamos recuperar, voltar a
vê-la, forte e saudável como ela era.

O mais triste é quando chega o luto antecipado. Aquela réstia de esperança que na verdade já nada espera. É quase como que aguardar pela autorização de poder
chorar. E pior de tudo é saber que, quando a barragem que contem as nossas lágrimas finalmente rebentar e estas correrem incontroláveis pelo nosso rosto abaixo,
sabermos que choramos em pranto num misto de tristeza e alívio. Isso é o mais triste, a noção de que a pessoa está melhor assim, inexistente enquanto que nós,
os que continuam mortais, aqui ficamos, na merda.

Nunca ninguém nos preparou para isto, nunca a sociedade se preparou para isto. O nossos líderes falam em envelhecimento ativo e saudável, mas falam por ocasião,
não por genuína preocupação, porque na verdade a forma como olham e tratam os velhos pouco lhes importa. Importa-lhes não terem dores de cabeça ou escândalos
que possam manchar as suas ambições políticas. Vemos isso quando estamos desesperados, no corredor das urgências, tudo é treta.

A forma como as pessoas são tratadas não difere muito da maneira como se tratam os refugiados. Agregam-se as pessoas idosas e doentes todas num sítio comum e
estas passam a ser apenas mais um nº para a estatísticas, onde ninguém realmente se importa a não ser a própria família, e por vezes nem isso.

domingo, 9 de outubro de 2016

Eu estarei te esperando...


"Humano, vejo que estás chorando porque chegou meu momento de partir. Não chores por favor, quero te explicar algumas coisas.
Tu estás triste porque eu fui embora, e eu estou feliz porque te conheci.
Quantos como eu morrem diariamente sem ter conhecido alguém especial?
Os animais as vezes passam tanto tempo sozinhos a nossa própria sorte.
Só conhecemos o frio , a sede, o perigo, a fome. Temos que nos preocupar em como conseguiremos algo para comer e aonde passaremos a noite protegidos. Vemos
muitos rostos todos os dias, que passam sem nos olhar, e as vezes é melhor que nem nos vejam, antes de se darem conta que estamos aqui e nos maltratem.
A vezes temos a enorme sorte que entre tantas pessoas passa um anjo e nos recolhe.
Às vezes, os anjos vêm e são organizados em grupos, às vezes há outros anjos longe e enviam muita ajuda para nós. E isso muda tudo. Se necessário nos levam a
outro tipo de anjo que sabem muito, e nos dão remédios para nos curar.
Nos escolhem uma palavra que pronunciam cada vez que nos vêem. Um NOME. Eu acho que o que você diz, é que somos "especiais", deixamos de ser anônimo, para ser
um de muitos, e um de vocês.
E conhecemos o que é um lar! Você não tem idéia de como isso é importante para nós? Nós já não temos que ter medo nunca mais, não temos mais fome, ou frio, ou
dor, ou perigo.
Se você pudesse calcular o quão feliz que nos faz. Para nós qualquer casa é um palácio! Nós já não nos preocupamos se vai chover, se vai passar um carro muito
rápido ou se alguém vai nos ferir. E, principalmente, não estamos sozinhos, porque nenhum animal gosta de solidão, o que mais se pode pedir?
Eu sei que te entristece a minha partida, mas eu tinha que ir agora.
Quero te pedir que não se culpe por nada; te ouvi soluçar que deveria ter feito algo mais por mim.
Não diga isso, fez muito por mim! Sem você não teria conhecido nada da beleza que carrego comigo hoje.
Você deve saber que nós, animais, vivemos o presente intensamente e somos muito sábios: desfrutamos de cada pequena coisa de cada dia, e esquecemos o passado
ruim rapidamente. Nossas vidas começam quando conhecemos o amor, o mesmo amor que você me deu, meu anjo sem asas e duas pernas.
Saiba que mesmo se você encontrar um animal que está gravemente ferido, e que só lhe resta apenas um pouquinho de tempo neste mundo, você presta um enorme
serviço ao acompanhá-lo em sua transição final.
Como te disse antes, nenhum de nós gostamos de estar só, menos ainda quando percebemos que é hora de partir.
Talvez para você não seja tão importante, que um de vocês esteja ao nosso lado nos acariciando e segurando a nossa pata, nos ajuda a ir em paz.
Não chores mais por favor. Eu vou feliz. Tenho na lembrança o nome que você me deu, o calor da sua casa que neste tempo se tornou minha. Eu levo o som de sua
voz falando para mim, mesmo não entendendo sempre o que me dizia.
Eu carrego em meu coração cada caricia que você me deu.
Tudo o que você fez foi muito valioso para mim e eu agradeço infinitamente, não sei como dizer a você, porque eu não falo sua língua, mas certamente em meus
olhos pôde ver a minha gratidão.
Eu só vou pedir dois favores. Lave o rosto e começa a sorrir.
Lembre-se que bom que vivemos juntos estes momentos, lembre-se das palhaçadas que fazia para te alegrar.
Reviva como eu todo o bem que compartilhamos neste tempo.
E não diga que não adotará outro animal porque você tem sofrido muito com a minha partida.Sem você eu não viveria as belezas que vivi.
Por favor, não faça isso! Há muitos como eu esperando por alguém como você.
Dê-lhes o que você me deu, por favor, eles precisam assim como eu precisei de ti.
Não guarde o amor que tens para dar, por medo de sofrer.
Siga o meu conselho, valorize o bem que compartilha com cada um de nós, reconhecendo que você é um anjo para nós os animais, e que sem pessoas como você a nossa
vida seria mais difícil do que às vezes é.
Siga a sua nobre tarefa, agora cabe a mim ser o seu anjo.
Eu vou estar acompanhando você no seu caminho e te ajudarei a ajudar os outros como eu.
Eu vou falar com outros animais que estão aqui comigo, vou lhes contar tudo o que você tem feito por mim e eu vou apontar e dizer com orgulho: "Essa é a minha
família".
Hoje à noite, quando você olhar para o céu e ver uma estrela piscando quero que você saiba que sou eu piscando um olho; avisando a você que cheguei bem e
dizendo-lhe "obrigado pelo amor que você me deu".
Eu me despeço agora não dizendo "adeus", mas "até logo".
Há um céu especial para pessoas como você, o céu para onde nós vamos e a vida nos recompensa tornando a nos encontrar lá.
Eu estarei te esperando!"

DA.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ANTES QUE ELES CRESÇAM...


Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas
cresça, mas apareça...
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando
conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos
ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e
roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos.
Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Affonso Romano de Sant'Anna


Recebi de Regineide Nazário De O. Araújo em 26 de setembro de 2012, pelo facebook...Obrigada!!!!!